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MUSEUS   



Museus

 

Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves

A Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves está instalada na antiga residência e atelier do pintor José Malhoa, projecto do arquitecto Norte Júnior, distinguido com o Prémio Valmor em 1905.
O acervo da Casa-Museu é constituído fundamentalmente pela colecção do Dr. Anastácio Gonçalves, compreendendo cerca de 2000 obras de arte, distribuídas por três grandes núcleos: porcelana chinesa do século XII ao século XIX, pintura portuguesa do século XIX, com destaque para o Naturalismo, e mobiliário português e estrangeiro dos séculos XVII a XIX. Possui ainda importantes secções de ourivesaria dos séculos XVI a XX, pintura estrangeira, cerâmica europeia, vidro, tapeçaria e tapetes, moedas, medalhas e bronzes. As colecções integram ainda pintura portuguesa contemporânea e o espólio do pintor Silva Porto.
 

 

Museu da Guarda

O Museu da Guarda está instalado no edifício seiscentista do antigo Seminário Episcopal. Em 1940, o museu surge associado às Comemorações Centenárias da Formação de Portugal e ao empenhamento de um grupo de Mecenas constituído por Alfredo Filipe, Ernesto Pereira, Alberto Dinis da Fonseca, Major Luciano Cardoso, Eduarda Lapa e Teodósio Ferreira. O acervo do Museu da Guarda integra colecções de arqueologia, numismática romana, escultura sacra dos séculos XIII-XVIII, pintura sacra dos séculos XVI-XVIII, armaria dos séculos XVII-XIX, cerâmica, etnografia regional, pintura e desenhos de finais do século XIX e primeira metade do século XX.
 

Museu da Música

O Museu da Música, inaugurado em 1994, está instalado em dois pisos de um amplo espaço adaptado para o efeito, na ala poente da estação de Metropolitano Alto dos Moinhos. O projecto de criação do museu remonta a 1911, tendo na sua origem, a recolha de instrumentos musicais feita pelo musicólogo Michel'angelo Lambertini. Possui uma das mais ricas colecções da Europa, constituída por cerca de mil instrumentos e acessórios, a maioria de origem europeia, dos séculos XVI a XX e um conjunto de instrumentos afro-asiáticos. Conta também com importantes espólios iconográfico, bibliográfico e fonográfico.
 

Museu da Terra de Miranda

Situado no centro histórico da cidade de Miranda do Douro, o Museu da Terra de Miranda está instalado no edifício seiscentista da antiga Câmara Municipal.
O espólio do Museu da Terra de Miranda - região bem definida desde meados do século XII - representa a região na multiplicidade dos seus aspectos geográficos, geológicos, históricos e sócio-económicos, organizada segundo dois eixos fundamentais: a população e o território. A exposição permanente apresenta colecções de trajes mirandeses e instrumentos usados na sua produção, alfaias agrícolas e máscaras.
 

Museu de Alberto Sampaio

O Museu de Alberto Sampaio foi criado para albergar o espólio artístico da extinta Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira e de outras igrejas e conventos de Guimarães. Situa-se em pleno centro histórico património da humanidade, no local onde a condessa Mumadona, no século X, mandou construir um mosteiro. O acervo do museu é predominantemente de arte sacra, tendo importantes colecções de ourivesaria (séc. XII a XIX), escultura (séc. XIII a XVIII), pintura (séc. XVII-XVII), azulejaria (séc. XVI a XVIII), cerâmica (séc. XVII a XIX) e têxtil (séc. XV-XVIII). O loudel de D. João I e o tríptico de prata dourada oferecido por este rei à Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira (séc. XIV) são as peças mais emblemáticas do acervo do museu.
 

Museu de Arte Popular

A inauguração do Museu de Arte Popular data de 1948. O seu acervo é essencialmente deste século, baseando-se na recolha de peças para a Exposição de Arte Popular Portuguesa que em 1935 foi apresentada em Genebra. O edifício original do museu foi concebido pelo arquitecto Veloso Reis para a Exposição do Mundo Português, realizada em 1940, e foi inteiramente remodelado pelo arquitecto Jorge Segurado para adaptação ao projecto museológico. O espaço organiza-se de acordo com uma divisão do país em províncias administrativas, e a própria apresentação das colecções está nitidamente marcada pelas concepções e pela estética do Estado Novo.
 

Museu de Aveiro

Fundado em 1911, o Museu de Aveiro ocupa o edifício do antigo Convento de Jesus, conservando intactos alguns espaços da anterior vivência conventual que integram o circuito de visita do museu.
O acervo do museu, com origem nos espólios do Convento de Jesus e de outras casas religiosas da cidade e do país extintas com a legislação liberal, abrange colecções de pintura, escultura, paramentaria, azulejo, ourivesaria, mobiliário, cerâmica com particular incidência no período barroco. Possui ainda um fundo documental dos séculos XV ao XIX.
 

Museu de Cerâmica

Criado oficialmente em 1983, o Museu de Cerâmica encontra-se instalado na Quinta Visconde de Sacavém, conjunto arquitectónico construído na década de 1890 pelo 2º Visconde de Sacavém, formado por um Palacete romântico revivalista, rodeado de jardins de traçado romântico, com lagos, floreiras e alamedas. O conjunto apresenta profusa decoração com elementos arquitectónicos cerâmicos, nomeadamente azulejos do século XVI ao XX.
As colecções são constituídas por uma síntese representativa de vários centros cerâmicos do país e do estrangeiro, bem como por uma mostra da produção cerâmica de Caldas da Rainha, do século XVI aos nossos dias, desde as formas da considerada cerâmica arcaica, até à produção artística de autor do século XIX, destacando-se um importante núcleo da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro. Salientam-se núcleos de olaria, miniatura, cerâmica contemporânea de autor e azulejaria.
 

Museu de Etnologia do Porto

O Museu de Etnologia do Porto foi criado em 1945, sob a designação de "Museu de Etnografia e História do Douro Litoral". Desde a sua fundação, o museu encontra-se instalado no Palácio de S. João Novo, datado do séc. XVIII, que estudos recentes apontam tratar-se de um projecto de arquitectura da autoria de António Pereira. O Palácio de S. João Novo sofreu uma degradação acentuada desde 1970, com reflexos particularmente negativos nas condições de conservação das colecções etnográficas. Em 1989, o museu transitou para a tutela do IPPC e, em 1991, para o IPM, vindo a ser encerrado ao público em 1992 dado o avançado estado de ruína do imóvel. Desde então, o IPM tem vindo a diligenciar pela salvaguarda do espólio do museu, traduzida, numa primeira fase, pelo depósito das suas colecções em diversos museus, com vista à sua protecção. Numa segunda fase foram efectuadas, com a colaboração da DGEMN, obras nas coberturas e na fachada do Palácio. Numa terceira fase, o IPM procederá à resolução da actual situação do Museu, o que ocorrerá posteriormente ao processo de sistematização do seu inventário.
 

Museu de Évora

O Museu de Évora está instalado no antigo Paço Arquiepiscopal, edifício quinhentista, posteriormente remodelado.
O acervo do museu é constituído fundamentalmente pela colecção do arcebispo D. Frei Manuel do Cenáculo - pintura, peças arqueológicas e numismática - pelos espólios das igrejas e extintos conventos eborenses e de estações arqueológicas da região. Integra ainda a colecção epigráfica de André de Resende e algumas doações recentes, entre as quais o legado Barahona.
As treze pinturas do antigo retábulo flamengo da Sé de Évora, a recente aquisição de uma pintura de Álvaro Pires, a colecção de pintura sacra quinhentista e de retratos dos séculos XVII e XVIII, um belíssimo tríptico de Limoges e escultura romana e renascentista constituem o espólio mais relevante do Museu.
Museu encerrado ao público por motivo de obras de remodelação.
Núcleo provisório do Museu instalado na Igreja do Convento de Santa Clara
Rua de Serpa Pinto, 7000-537 Évora
 

Museu de Francisco Tavares Proença Júnior

O Museu de Francisco Tavares Proença Júnior, fundado em 1910, ocupa o antigo Paço Episcopal de Castelo Branco, edifício que passou por sucessivas adaptações funcionais até à instalação do museu, em 1971. O núcleo original do museu tem por base a colecção arqueológica de Francisco Tavares Proença Júnior, posteriormente enriquecido com peças de arte antiga provenientes do recheio do Paço Episcopal e com incorporações sucessivas de espólios arqueológicos, paramentaria e colchas bordadas, estas últimas provenientes da colecção Vilhena.
Actualmente, o museu propõe, no seu circuito permanente, três núcleos principais: Memórias do Bispado, onde sobressai a pintura e tapeçarias do século XVI; Tecnologias têxteis tradicionais, que regista o processo de produção e transformação artesanal do linho; Tecidos bordados, onde se mostram as colchas antigas de Castelo Branco, integradas no mundo mais vasto dos bordados - paramentaria, traje e colchas - de produção portuguesa ou origem oriental. O percurso pode ainda ser complementado com a visita à Oficina Escola de Bordados Regionais.
 

Museu de José Malhoa

O Museu de José Malhoa está instalado em edifício construído em 1940 e ampliado em 1950 e 1957. Trata-se do primeiro museu construído de raiz em Portugal, projectado pelos arquitectos Paulino Montês (1897-1962) e Eugénio Correia (1897-1985), documentando as concepções museológicas daquele período e a arquitectura modernista nacional. O Museu reúne colecções de pintura, escultura, medalhística, desenho e cerâmica dos séculos XIX e XX, centradas no Academismo, Naturalismo, e Tardo-Naturalismo. Destacam-se os núcleos de pintura de José Malhoa, de cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro e de estatuária de Francisco Franco e Leopoldo de Almeida.
 

Museu de Lamego

O Museu de Lamego ocupa o edifício do antigo Paço Episcopal, do qual herdou uma parte considerável do recheio, que integra o seu acervo original. Trata-se de um museu predominantemente de arte antiga e sacra, que expõe em regime de permanência colecções de viaturas de aparato, arqueologia romana, medieval e barroca, cerâmica e azulejaria, paramentaria, talha dourada, mobiliário, ourivesaria, escultura, pintura e tapeçaria.
Merecem especial referência as cinco tábuas quinhentistas de Vasco Fernandes (Grão Vasco), que faziam parte do retábulo da Sé de Lamego e o conjunto de tapeçarias flamengas, de fabrico de Bruxelas, do século XVI.
 

Museu do Abade de Baçal

Fundado em 1915, o Museu do Abade de Baçal encontra-se instalado no edifício do antigo Paço Episcopal de Bragança, objecto de sucessivas remodelações, a última, ainda em curso, com projecto da autoria dos arquitectos António Portugal e Manuel Maria Reis. O acervo do museu integra na sua origem as colecções de arqueologia e numismática do Museu Municipal e peças do recheio do Paço Episcopal. A este fundo inicial foram-se somando dádivas de amigos e artistas, entre os quais se contam na década de 30, as de Abel Salazar e da família Sá Vargas, nos anos 50, o legado Guerra Junqueiro e no início de 60, o de Trindade Coelho, que enriqueceram o museu com colecções de pintura, desenho, escultura, ourivesaria civil e mobiliário. Em 2001 foi adquirida uma importante colecção de máscaras recolhidas no terreno, a partir de uma investigação levada acabo por Benjamim Pereira.

 

Museu do Chiado - Museu Nac. de Arte Contemporânea

Situado no centro histórico de Lisboa, o Museu do Chiado, fundado em 1911, foi inteiramente reconstruído em 1994, sob projecto do arquitecto Jean-Michel Willmotte. A colecção de arte portuguesa, de 1850 à actualidade, constitui a mais importante colecção nacional de arte contemporânea. O programa de exposições temporárias, de particular relevância, ocupando totalmente o espaço de exposição, articula-se em três grandes linhas: incide sobre núcleos de obras, artistas e movimentos representados na colecção, propondo revisões e novas pistas de investigação sobre as matérias tratadas; traz a Portugal exposições internacionais que se cruzam com as colecções do museu; sob o título interferências, apresenta obras de artistas internacionais, especificamente produzidas para este museu.

 

Museu dos Biscaínhos

O Museu dos Biscaínhos encontra-se instalado num notável conjunto patrimonial formado pelo Palácio do mesmo nome, fundado no século XVII e ampliado e enriquecido no século XVIII, sendo complementado por um magnífico Jardim Histórico, com zona de pomar e horta. Como componente programática, o museu ilustra a vivência da sociedade nobre portuguesa, no contexto de uma Casa Senhorial dos séculos XVII e XVIII.
O espólio do museu, maioritariamente constituído por doações de particulares, enquadra colecções de artes decorativas e núcleos de pintura e escultura. O acervo museológico articulado com a estrutura e riqueza ornamental do conjunto, permite definir os conteúdos mais marcantes dos hábitos domésticos e sociais da época.
 

Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso

O Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso, também conhecido por Museu da Nazaré, está instalado na antiga casa de veraneio do Dr. Joaquim Manso, escritor e jornalista fundador do Diário de Lisboa. O acervo do museu, muito heterogéneo, é constituído por colecções de etnografia, arqueologia, numismática, escultura, pintura, fotografia, gravura e cerâmica, documentando a história e identidade cultural da região da Nazaré. Tem-se vindo a acentuar a vocação do museu no domínio da etnografia marítima, através da reorganização do espaço de exposição de embarcações tradicionais da Nazaré.
 

Museu Grão Vasco

No centro histórico de Viseu, o edifício contíguo à Catedral acolhe as valiosas colecções e serviços do Museu Grão Vasco. À semelhança do que sucedeu com outros museus portugueses, a sua fundação, que ocorreu precisamente a 16 de Março de 1916, surge no contexto histórico das reformas republicanas, designadamente no âmbito da transferência dos bens da Igreja para a tutela do Estado. Como se especifica no decreto que o instituiu, a sua finalidade primeira seria a de preservar e valorizar “os valiosos quadros existentes na Sé de Viseu [as obras do Grão Vasco], o tesouro do cabido da Sé, além doutros objectos de valor artístico ou histórico”. Instalado nas dependências anexas da Catedral, viria a ganhar autonomia apenas em 1938, quando as pinturas do mais famoso pintor português foram transferidas para o edifício actual, designado por Paço dos Três Escalões.
 

Museu Monográfico de Conímbriga

Inaugurado em 1962 para proteger, estudar e expor as ruínas e os achados arqueológicos de Conímbriga, o Museu possui colecções diversificadas que ilustram a evolução histórica do lugar, entre finais do segundo milénio antes de Cristo e o séc. VII da era cristã. A exposição permanente apresenta os objectos de uso quotidiano dispostos por temas, evoca o forum monumental, a riqueza das domus, a religião e crenças da população romanizada e a presença suevo-visigótica. Os mosaicos preservados in situ constituem uma colecção de grande valor e significado patrimonial.
 

Museu Nacional de Arqueologia

Fundado em 1893, o Museu Nacional de Arqueologia reúne as mais vastas colecções de arqueologia do país, dos períodos pré e proto-histórico, romano, árabe e medieval, agrupados em núcleos de tipologias muito diversificadas: cerâmica e materiais de pedra lascada ou polida, vidros, peças metálicas, joalharia, numismática, medalhística, escultura, epigrafia latina e pré-latina, mosaicos, elementos arquitectónicos, etc. Com carácter permanente podem ser vistas duas exposições temáticas: a sala dos Tesouros da Arqueologia Portuguesa e o núcleo de Antiguidades Egípcias.
 

Museu Nacional de Arte Antiga

A origem do Museu Nacional de Arte Antiga remonta à Exposição Retrospectiva de Arte Ornamental Portuguesa e Espanhola que teve lugar em 1882. O acervo do principal museu do país radica fundamentalmente no vastíssimo espólio artístico proveniente dos numerosos conventos extintos pela lei liberal de 1834, posteriormente enriquecido com aquisições e generosas doações. Apresenta notáveis colecções de pintura portuguesa e estrangeira dos séculos XII a XIX, escultura e ourivesaria dos séculos XII a XVIII, desenhos dos séculos XV a XVIII, gravura europeia dos séculos XVI a XIX, cerâmica portuguesa e estrangeira, tapeçaria, têxteis e mobiliário com incidência no indo-português.
 

Museu Nacional de Etnologia

Criado em 1965, o Museu Nacional de Etnologia acolhe, de acordo com o seu âmbito universalista, colecções de variados países.
De entre elas destacam-se as que resultaram de sucessivas campanhas de recolha efectuadas em Portugal, contemplando a alfaia agrícola e demais instrumentos de trabalho e séries de objectos ligados à vida rural portuguesa.
Do seu vasto acervo destacam-se ainda as colecções africanas, representativas de povos e culturas de Angola, Moçambique, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Mali, Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Camarões; e importantes colecções representativas dos Índios da Amazónia, Indonésia, Timor e Macau.
 

Museu Nacional de Machado de Castro

O Museu Nacional de Machado de Castro está instalado no antigo Paço Episcopal, construído sobre o criptopórtico que suportava parte do fórum da cidade romana de Aeminium. Integra no seu circuito diversos espaços arquitectónicos notáveis, nomeadamente a os restos da igreja e do claustro da colegiada de S. João de Almedina, do séc. XII, que a igreja barroca do mesmo nome viria a substituir, e o próprio criptopórtico, datado do século I.
O acervo do museu é originalmente constituído pelos bens de extintas casas religiosas da região de Coimbra e pelo núcleo do Museu de Antiguidades do Instituto de Coimbra, posteriormente enriquecido por diversos legados e doações, materiais provenientes de obras de restauro realizadas na cidade e arredores e espólio oriundo de diversas campanhas arqueológicas no criptopórtico. O museu integra colecções de escultura, do período romano ao século XX, ourivesaria, dos séculos I ao XX, pintura dos séculos XV ao XX, cerâmica dos séculos XVI ao XX, têxteis dos séculos XVI ao XIX,

Museu encerrado ao público até 2007 para obras de renovação.
 

Museu Nacional de Soares dos Reis

Após profunda remodelação e ampliação, segundo projecto dos arquitectos Fernando e Bernardo Távora, o Museu reabriu em 24 Julho de 2001. Primeiro museu do país, o Museu de Soares dos Reis foi fundado em 1833 pelo rei D. Pedro IV. Em 1940 passa a ocupar o Palácio dos Carrancas, moradia particular dos finais do século XVIII, mais tarde adquirida pela família real para sua residência quando de visita ao norte do país.
A exposição permanente do Museu mostra a significativa colecção de pintura e escultura portuguesa dos séculos XIX e XX e, no 2º piso, em salas reminiscentes da primitiva função do palácio, expõem-se artes decorativas, nomeadamente faiança, porcelana, vidros, ourivesaria, joalharia, têxteis e mobiliário. Nos jardins pode visitar-se a exposição de lapidária com exemplares do século XVI ao XIX.
 

Museu Nacional do Azulejo

O Museu Nacional do Azulejo está instalado no antigo convento da Madre de Deus, fundado em 1509 pela Rainha D. Leonor, viúva de D. João II e irmã de D. ManueI l. O edifício possui notáveis espaços arquitectónicos, integrados no circuito de visita do museu. O fundo antigo da colecção cobre um período entre os séculos XV e início do XIX, tendo sido sucessivamente enriquecido com novas espécies que permitem estabelecer um percurso entre a azulejaria arcaica da segunda metade do século XV e a produção azulejar contemporânea.
 

Museu Nacional do Teatro

O Museu Nacional do Teatro, fundado em 1985, está instalado no Palácio do Monteiro-Mor, um edifício do século XVIII situado no Parque do Monteiro-Mor. As colecções do museu contam com cerca de 260.000 espécies, desde o século XVIII até à actualidade. Englobam trajos e adereços de cena, maquetes de cenários, figurinos, desenhos, caricaturas, programas, cartazes, postais, álbuns de recortes de jornal, manuscritos, folhetos, coplas, discos, partituras, teatros de papel dos séculos XVIII a XX, assim como um arquivo com cerca de 25.000 fotografias. Entre os núcleos mais importantes destacam-se aqueles referentes a Eduardo Brasão e à Companhia Rosas e Brasão (1880-1898); Amélia Rey Colaço e a Companhia Rey Colaço Robles Monteiro (1921-1974); Amália Rodrigues (1920-1999); Grupo de Bailados Verde Gaio; empresa Vasco Morgado; Henrique Santana (1922-1995); colecção António de Magalhães (1917-1999) e actor Mário Viegas (1948-1996). O Museu Nacional do Teatro tem apresentado sempre exposições temporárias, dedicadas quer a companhias teatrais, quer a personalidades ligadas ao mundo do espectáculo, quer ainda a aspectos menos conhecidos do trabalho teatral em toda a sua grande diversidade. Actualmente encontra-se em preparação a montagem de uma estrutura permanente, que permitirá uma maior rotação das colecções existentes no Museu.

 

Museu Nacional do Traje

O Museu Nacional do Traje está instalado no antigo palácio Angeja-Palmela e integrado no parque do Monteiro-Mor, tradicional quinta de recreio setecentista, de grande valor botânico e paisagístico. A colecção inicial do Museu Nacional do Traje veio do Museu Nacional dos Coches e era constituída por cerca de 7000 trajes e acessórios que, em parte, pertenceram à Casa Real. O traje civil feminino é dominante, existindo, todavia, uma importante colecção de traje de corte do século XVIII e Império e outra de indumentária masculina e de criança, o que é raro neste tipo de museus. O museu possui ainda colecções de acessórios, secções de bragal e de traje regional e um interessante núcleo de bonecas, jogos e brinquedos. A tecnologia têxtil é objecto de uma exposição permanente, através da apresentação do algodão, do linho, da lã e seda e das técnicas de fiação, tecelagem e estampagem manual de tecidos. De dois em dois anos, aproximadamente, renovam-se as exposições que ocupam os vários espaços do palácio. Regularmente realizam-se exposições de curta duração, de trajes históricos e etnográficos e de obras de artistas e designers contemporâneos.

Por motivos de obras Museu encontra-se encerrado ao público
Funcionará no seu horário habitual a Loja, Exposições Temporárias e o Parque do Monteiro-Mor.
 

Museu Nacional dos Coches

O Museu Nacional dos Coches foi criado por iniciativa da rainha D. Amélia de Orléans e Bragança, mulher de D. Carlos I, e instalado no edifício do Picadeiro Real do Palácio de Belém, posteriormente adaptado. Reunindo uma colecção única no mundo de viaturas de gala e de passeio dos séculos XVII a XIX, na sua maioria provenientes dos bens da coroa ou propriedade particular da Casa Real portuguesa, o Museu Nacional dos Coches permite ao visitante a compreensão da evolução técnica e artística dos meios de transporte de tracção animal utilizados pelas cortes europeias até ao aparecimento do automóvel. Para além dos arreios de tiro pertencentes às viaturas, a colecção reúne ainda um conjunto significativo de arreios de cavalaria, bem como fardamentos de gala e de serviço aos coches, um núcleo de armaria e acessórios de cortejo setecentistas. Completam a colecção os retratos a óleo dos monarcas da dinastia de Bragança, antigos proprietários dos carros expostos, e um importante conjunto de documentos gráficos composto por desenhos, gravuras e fotografias relacionados com as peças ou com a história do museu.
Núcleo de Vila Viçosa
Aberto ao público no dia 19 de Maio de 1984, este anexo do Museu Nacional dos Coches está situado nas antigas cocheira e cavalariças do Paço Ducal de Vila Viçosa e alberga um conjunto de 73 viaturas dos séculos XVIII a XX.
 

Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa

As colecções do Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa são fundamentalmente constituídas pelo espólio resultante da investigação arqueológica que tem vindo a ser realizada na região Norte, em especial no concelho de Braga. O seu acervo abrange um vasto período cronológico e cultural, compreendido entre o Paleolítico e a Idade Média.
O Museu não dispõe actualmente de espaços expositivos abertos ao público mas coloca à disposição de todos os interessados um serviço de apoio didáctico vocacionado para a divulgação do património arqueológico na região.
 

 

 

Esta listagem é da autoria do Instituto Português de Museus.

 

 

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