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A pedofilia caracteriza-se por uma atracção sexual de
um adulto por uma criança, podendo ser de tipo homossexual, heterossexual
ou ambos.
Pode implicar apenas fantasia ou traduzir-se em conduta que implica o
abuso sexual de crianças menores. Pode apresentar-se de várias formas:
O pedófilo pode actuar :
-
directamente com a criança, tentando ganhar a sua
confiança e o seu carinho antes de levar a cabo os seus objectivos.
-
através da internet em sites de pornografia
infantil ou em chat rooms, onde pode marcar encontros com a criança já que
o chat lhe dá a camuflagem necessária para estabelecer uma relação de
confiança.
O abuso sexual é um acto através do qual um
adulto obriga ou persuade um(a) menor a realizar uma actividade sexual que
não é adequada para a sua idade e que viola os princípios sociais
atribuídos aos papéis familiares.
O abuso sexual também pode acontecer entre menores.
Trata-se de um abuso de poder e pode apresentar-se de
várias formas:
Neste tema, pedofilia/abuso sexual das crianças, a
comunicação entre Criança e Pais assume mais
do que nunca, um papel de extrema importância.
A comunicação entre a Criança e os Pais deve ser de boa qualidade pois
assim, se houver algum elemento estranho, as crianças falarão dele mesmo
que não tenham a noção de que tal possa constituir uma ameaça para elas e
os pais poderão actuar a tempo de evitar o pior.
Alguns pontos a ter em consideração neste tema:
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O que os Pais devem saber
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Qualquer que seja a idade dos
seus filhos, lembre-se que existe sempre o risco de agressão.
À medida que a Criança cresce, a tendência natural é a dos Pais
concederem maior liberdade. Certifique-se de que a Criança conhece as
regras de segurança básicas.
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Quando falar
com o seu filho sobre este assunto, fale com serenidade e sem
dramatizar.
Deve-se procurar não exagerar esta preocupação, pois se tal acontecer,
criará pânico e insegurança nas crianças ao contrário do pretendido.
-
Fale sem
reservas sobre o abuso sexual/pedofilia. Se não tornar este assunto
secreto e 'tabu', a Criança ganhará mais confiança e estará mais à
vontade para discutir este tema com os Pais.
-
Recomende ao
seu filho que é mais importante sair duma situação de risco do que ser
educado.
É igualmente importante que o seu filho compreenda que pode falar com os
Pais sobre este assunto e que ele não será julgado.
é
TOPO
O que os Pais devem transmitir à Criança
Para que a Criança possa defender-se e distinguir as
situações de risco, é necessário informá-la.
Fale com os seus filhos sobre as regras de segurança para que eles
saibam o que fazer quando confrontados com uma situação de risco.
Aqui ficam algumas recomendações que os Pais poderão transmitir aos seus
filhos.
- A Criança DEVE:
- informar sempre aos pais ou ao adulto responsável
onde vai e com quem vai.
- Na rua, a Criança deve andar sempre acompanhada (irmão, amigo ou
colega).
- Dizer "NÃO" quando alguém quiser tocar no seu corpo ou invadir a sua
intimidade.
- Recusar uma proposta de um adulto mesmo que trate de alguém
conhecido (não é uma questão de indelicadeza).
- Saber que pode contar com o apoio dos Pais se sentir ameaçada ou
desconfortável perante alguma situação.
- Saber que terá sempre ajuda pois a sua segurança é um direito e não
um privilégio.
A Criança NÃO DEVE:
- Aceitar doces, rebuçados ou presentes de estranhos.
- Aceitar boleias de ninguém, mesmo de alguém conhecido, sem primeiro
dar conhecimento aos Pais.
- Guardar segredo e deve denunciar uma situação de risco.
é
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O maior mito que envolve este tema
O maior mito que envolve este tema é que o agressor é sempre um
desconhecido, um estranho.
Mas na realidade, na maioria dos casos, o agressor é alguém que os Pais
ou a Criança conhece.
É alguém próximo da vítima e normalmente tem a sua confiança e o seu
carinho antes de levar a cabo os seus objectivos.
é
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Como proceder perante um
possível caso de abuso?
Os pais ou a pessoa a quem a Criança confia a sua experiência tem
obrigação de:
- Acreditar na criança.
- Ouvir com calma e sem dramatizar .
- Dar-lhe apoio emocional
- Usar as palavras da criança ao falar com ela.
- Transmitir confiança.
- Dizer-lhe que não tem culpa.
- Fazer-lhe sentir-se orgulhoso/a por ter feito a confidência.
- Expressar afecto.
- Falar do que aconteceu e do agressor.
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Na escola, deve contactar o/a Director/a de Turma,
o Conselho Executivo, o Director/a de Escola ou Coordenador/a de
Estabelecimento.
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Fora da escola, deve comunicar o abuso à Família ou
a uma das instituições seguintes:
O que não deve fazer:
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Culpar a criança pelo que lhe aconteceu.
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Mostrar desconfiança.
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Manifestar uma atitude alarmista.
-
Tratar a criança de uma maneira diferente da que
era habitual.
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Mostrar sobreprotecção.
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